Big Brother, Orkut, Fotolog, Leão Lobo, Caras e toda a futilidade ordinária
“Hoje, os problemas e as questões individuais são postas de maneira não aditivas, dificultando o “cerrar fileiras” em torno de grandes questões comuns. A única vantagem na presença de outros residiria na percepção de que eles também têm de enfrentar seus próprios problemas, o que reforçaria uma atitude responsável e individualizada. O que se pode aprender com os outros é talvez como sobreviver solitariamente e como encarar os contínuos riscos (daí o crescimento do mercado de auto-ajuda). O indivíduo livre, ao contrário do cidadão, tende a ser indiferente diante da busca do bem-comum. O único sentido pertinente do bem-comum é permitir que cada indivíduo possa cuidar de seus próprios interesses.
O outro lado da individualização, segundo Bauman, é a lenta e progressiva corrosão da cidadania. O público é colonizado pelo privado. O interesse público passa a ser a curiosidade sobre as vidas privadas das pessoas públicas e a exposição pública das questões privadas. O método que restou de construção da comunidade foi compartilhar de experiências íntimas. Tal processo leva à formação de comunidades frágeis e fugidias. Há um isolamento e confinação do ego.”
José Carlos Moreira Silva Filho, em “Multiculturalismo e movimentos sociais: o privado preocupado com o público”.
espero que você não enquadre a vida de Britney Spears e Paris Hilton como uma questão ordinária.
Sim: AH, É ANDRÉ LIMAAA!
Arrá! Bauman!