Si ‘xo’ fuera argentina, che…
Maradonas à parte, eu queria ser argentina. Argentina não, portenha. Sim, porque os nacionais da Argentina não são uma massa homogênea: são o resultado da forçada união entre os portenhos e os demais. Algo parecido ao que se passa com os cariocas, no Brasil.
Sendo argentina, eu teria uma atração fatal por brasileiros. Saberia que todos os argentinos são lindos e atirados, mas um brasileiro significaria uma instantânea sobrevalorização de meu potencial pegador. Eu ia morrer tentando aprender as coreografias de axé e o É o Tchan style, e isso até serviria de deixa pra pedir a algum brasileiro de férias na Argentina algumas aulas sobre aquelas coreografias ridículas e, digamos assim, sugestivas.
Pois bem, eu queria portenhamente viver nos filmes de Campanella e nas músicas do modernoso Gotan Project. Também me daria gosto a nostalgia dos não vividos tempos de nascimento do tango na periferia de Buenos Aires, do acordeon arranhando Gardel e Piazzolla. Acima de tudo, nada me orgulharia mais do que ser compatriota de Borges, Hernández, Darín e Che. E, francamente, ser tão argentina como o genial Cortázar me faria aventar a hipótese de ser imensamente abençoada por Deus (ou coisa que o valha).
Bem, em minhas ventilações seria mais ou menos assim. Mas certo mesmo é que o que tem de melhor em ser argentina é pegar um brasileiro. Y ¿les digo algo, hermanitas? Vosotras sois muy inteligentes y felices en vuestras preferencias.
Ah, o brasileiro… que violência…